O governador Jaques Wagner esteve presente na abertura dos festejos em comemoração aos 40 anos do Movimento de Organização Comunitária (MOC), ocorrido na manhã de quinta-feira, dia 27 de setembro no Centro Cultural Amélio Amorim, em Feira de Santana.
Criado num momento de absoluto autoritarismo ditatorial, por lúcida inspiração do seu idealizador Albertino Carneiro, na época padre, coordenador de uma das mais pobres paróquias diocesanas, a do Cruzeiro, que olhando para os problemas à sua volta e observando a necessidade de realizar ações no sentindo de intervir positivamente na vida das pessoas, resolve fundar o movimento.
“O MOC, assim como o PT, nasceu dos movimentos sociais, e é essa representação importante de movimento social, que traz ao MOC esse reconhecimento; do trabalho que é feito no semi-árido, da importância de ter um movimento como esse, que não só reivindica, mas acima de tudo estabelece diálogos produtivos com o poder constituído”, argumenta Zé Neto.
As comemorações tiveram início com um café da manhã, se estendendo ao longo do dia, com apresentações culturais, exposição e comercialização de produtos artesanais oriundos do semi-árido baiano, sendo encerrada com palestra iniciada às 19:00 horas, proferida pelo renomado teólogo Leonardo Boff, abordando o tema “Desenvolvimento ecologicamente sustentável e os cuidados com a natureza”.
Além do Governador Wagner, estiveram presentes no evento, o fundador do MOC, Albertino Carneiro; presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo; vice-reitor da UEFS, Washington Moura; Arcebispo de Feira de Santana, Itamar Vian; presidente do MOC, Clovis Lima; Secretário de Ciências e Tecnologia, Ildes Ferreira; Secretário de Relações Institucionais, Ruy Costa; deputada estadual Neusa Cadore; deputado estadual Zé Neto, populares e representantes de movimentos sociais de diversas cidades do semi-árido baiano.
Sobre o MOC
Fundado em 1967, o MOC é uma organização não-governamental que surgiu com o objetivo de organizar as comunidades carentes de Feira de Santana. No decorrer da década de 1970, o foco de atuação se deslocou para as comunidades rurais do semi-árido baiano, especialmente na Região Sisaleira.
Na busca pelo desenvolvimento sustentável, desenvolve ações estratégicas nas áreas de Água e Segurança Alimentar, Comunicação, Criança e Adolescente, Educação do Campo, Fortalecimento da Agricultura Familiar, Gênero e Políticas Públicas.