Os moto-taxistas realizaram duas manifestações públicas e apesar de ambos manifestos terem tido o mesmo trajeto, partindo da Avenida João Durval, passando pela Câmara de vereadores e parando em frente à prefeitura, a razão da luta era a mesma: repudiar a ação do prefeito da cidade, por ter aprovado lei de apreensão a todas as motos que circulam clandestinamente na cidade.
Eles caminharam por pontos estratégicos da cidade para reverter os prejuízos que a medida do governo municipal vai gerar para seus trabalhos. Para se fazerem ouvidos, os moto-taxistas chegaram a protestar em frente à casa do prefeito. Durante todo o acontecimento foi demonstrada a revolta contra o autoritarismo e a intolerância do poder público municipal.
Segundo um dos manifestantes, a policia a mando da prefeitura invadiu a associação dos moto-taxistas clandestinos e confiscou capacetes e outros materiais de trabalho. “Não somos marginais para sermos tratados desta forma. Tudo que queremos é trabalhar. Somos pai de família”, disse um deles.
Outro manifestante declarou que a vontade da classe é ser legalizada, pois, numa cidade como Feira de Santana, a demanda de serviço é grande para apenas 300 profissionais legalizados darem conta. “Acho que não é do interesse do prefeito nos regularizar, porque lucram bem mais com as multas que aplicam. O prefeito disse que não iria fazer nada contra os clandestinos e agora iniciou essa perseguição”.
O deputado Zé Neto, que luta pelo respeito à informalidade enquanto meio de sobrevivência, compareceu à carreata e na oportunidade, declarou que a questão do trabalho informal deve ser tratada com cuidado pelas políticas públicas. Ele lembrou o fato ocorrido com os vendedores da Ilha do Rato, que foram retirados dos seus postos de trabalho sem antes serem planejadas novas condições para suas atividades. “Agora é a causa dos moto-taxistas. Inadmissível somente 300 atuarem legalmente. É preciso originar políticas sérias para não retirar trabalhadores do processo produtivo da cidade”, disse.
O respeito ao trabalhador é uma expressiva bandeira levantada pelo deputado Zé Neto. “A informalidade é um meio de inclusão social, de onde as pessoas tiram o sustento das suas famílias através do trabalho digno, por isso merecem respeito e condições para continuar sobrevivendo”, comentou o parlamentar.
08
Ago